Feira reúne pecuária, agricultura familiar, máquinas, tecnologia e sustentabilidade em Esteio até 6 de setembro
Depois de enfrentar eventos climáticos extremos, prejuízos no campo e uma reconstrução que ainda não terminou, o Rio Grande do Sul volta a colocar sua produção agropecuária em uma das maiores vitrines do setor.
A 49ª Expointer começou no sábado, 29 de agosto, no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e segue até 6 de setembro. Com o tema “Nosso futuro tem raízes fortes”, a feira reúne produção animal, agricultura familiar, máquinas, tecnologia, inovação, sustentabilidade e negócios.
Nesta edição, estão inscritos 7.926 animais, sendo 5.756 animais de argola e 2.170 rústicos. O número de animais de argola cresceu mais de 12% em relação a 2025, enquanto a participação dos rústicos avançou 36%.
Os números ajudam a mostrar uma pecuária que continua investindo em genética e produtividade mesmo depois de um período marcado por perdas econômicas e eventos climáticos severos.
Agricultura familiar ocupa espaço de destaque
Outro retrato da força produtiva gaúcha aparece no Pavilhão da Agricultura Familiar.
São 509 expositores de 218 municípios, entre agroindústrias, artesanato, plantas, mudas e flores. Desse total, 400 empreendimentos são agroindústrias familiares e 74 atuam no artesanato.
A sucessão rural também aparece nos números. A edição reúne 265 jovens e 179 mulheres à frente dos empreendimentos presentes no pavilhão.
Mais do que uma vitrine comercial, essa presença chama atenção para um desafio permanente do campo: garantir renda, mercado e condições para que novas gerações continuem produzindo.
Sustentabilidade entra na programação
A Expointer também amplia o espaço destinado às discussões ambientais e à adaptação da produção.
A edição de 2026 estreia a proposta Expointer Carbono Neutro, que prevê neutralizar as emissões de gases de efeito estufa geradas durante o evento. Também foi criado o Querência Inclusiva, espaço destinado ao acolhimento de pessoas autistas, neurodivergentes e suas famílias.
A feira ocupa 141 hectares e funciona diariamente das 8h às 20h.
Depois de tudo o que o Rio Grande do Sul enfrentou nos últimos anos, a Expointer de 2026 funciona também como uma demonstração de continuidade.
A força exposta nas pistas, pavilhões e estandes não elimina os problemas do produtor gaúcho, especialmente em crédito, seguro, gestão de risco e recuperação financeira. Mas mostra que, mesmo diante das perdas, a cadeia produtiva continua investindo, produzindo e buscando espaço para crescer.







