O mercado de genética bovina segue aquecido em Santa Catarina, com touros comercializados por valores médios que chegam a R$ 19,5 mil por animal. Um levantamento parcial da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) mostra que Angus e Braford lideram, até o momento, os preços médios entre as sete raças acompanhadas na temporada de leilões.
Os dados fazem parte do terceiro levantamento do Grupo de Melhoramento Genético (GMG) da Udesc, realizado com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc). A pesquisa reúne informações de eventos promovidos em diferentes regiões do Estado e permite comparar o desempenho comercial das principais raças ofertadas.
Entre os animais avaliados, os touros Angus aparecem com a maior média de preço. Em quatro leilões acompanhados, o valor médio ficou em R$ 19.536,47 por animal.
Logo atrás está a Braford. Nos seis eventos considerados pelo levantamento, a raça alcançou média de R$ 19.405,95 por touro.
Charolês e Brangus também superam R$ 18 mil
A raça Charolês registrou valor médio de R$ 18.540,26 nos seis leilões analisados. Já a Brangus, que concentra o maior número de eventos contabilizados até agora, com 11 leilões, apresentou média de R$ 18.519,49 por animal.
A atualização mais recente também passou a incluir a raça Nelore, com três leilões avaliados e preço médio de R$ 17.798 por touro.
Na sequência aparecem Hereford e Devon. A Hereford teve média de R$ 16.514,67 em cinco eventos, enquanto a Devon registrou R$ 16.016,67 em três leilões.
Além do valor médio, o estudo acompanha o coeficiente de variação dos preços, indicador que ajuda a mostrar o grau de diferença entre os valores pagos pelos animais dentro de cada raça.
A Braford apresentou a menor variação entre as raças avaliadas, de 4,91%, enquanto a Angus registrou 23,50%, a maior oscilação entre os grupos analisados até agora.
Leilões ajudam a medir demanda por genética
Mais do que apontar o preço de cada raça, o acompanhamento permite observar o comportamento do mercado de genética bovina ao longo da temporada.
Os resultados funcionam como uma referência para produtores, criadores e compradores interessados em entender como os valores evoluem entre diferentes raças e regiões de Santa Catarina.
O levantamento continuará sendo atualizado à medida que novos leilões atendam aos critérios definidos pelo GMG/Udesc. As próximas informações serão divulgadas pelos canais do grupo, pelas rádios parceiras e pelo Sistema Faesc/Senar.







