1. Seguro rural ganha novo marco e aposta no Fundo de Catástrofe
O Congresso aprovou o novo marco do seguro rural, que agora segue para sanção presidencial. O principal avanço é a reformulação do Fundo de Catástrofe, pensado para dar sustentação ao sistema diante de eventos climáticos capazes de provocar perdas em grande escala.
O texto também aproxima seguro e crédito rural e estabelece novas regras para o setor. O desafio agora será fazer a estrutura funcionar: o fundo precisa ser capitalizado e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural continua dependendo de orçamento para ampliar efetivamente a cobertura no campo.
2. Fim da “taxa das blusinhas” acende alerta sobre concorrência com importados
O Congresso avançou no fim da alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.
A discussão vai além do comércio eletrônico. Setores ligados à indústria têxtil e à produção nacional de algodão acompanham a mudança porque uma tributação menor sobre produtos acabados importados pode ampliar a pressão competitiva sobre a cadeia brasileira. O debate agora envolve o equilíbrio entre preços menores para o consumidor e condições de concorrência para quem produz no país.
3. Fim da escala 6×1 avança, mas decisão fica para depois das eleições
A proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas avançou no Senado, mas a votação em plenário deve ficar para depois das eleições.
No agro, cooperativas, propriedades e agroindústrias acompanham o tema com atenção. O setor já enfrenta dificuldade para contratar trabalhadores em diversas atividades, e uma eventual redução da jornada pode exigir reorganização de turnos, novas contratações e aumento de custos, principalmente em operações que não podem simplesmente parar aos fins de semana.
4. União Europeia mantém restrições, mas aves e mel avançam
As novas exigências da União Europeia para produtos de origem animal brasileiros entraram em vigor em 3 de setembro, afetando diferentes cadeias exportadoras.
Para aves e mel, porém, houve avanço. Uma auditoria europeia avaliou positivamente os controles brasileiros, abrindo caminho para a retomada das exportações. Isso ainda não significa mercado oficialmente reaberto: o Brasil aguarda a reinclusão formal para voltar a embarcar. Para a carne bovina, a solução tende a ser mais demorada.
5. Agenda ambiental avança e começa a chegar à gestão da propriedade
O Congresso avançou em duas frentes ambientais importantes para o campo. A Câmara aprovou a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, com instrumentos relacionados a crédito, seguro, bioinsumos, pesquisa e compras públicas. No Senado, avançaram novas regras para facilitar a regularização de propriedades rurais embargadas.
As propostas ainda precisam concluir a tramitação, mas apontam para uma tendência: CAR, regularização ambiental, crédito, seguro e práticas sustentáveis estão ficando cada vez mais conectados. Meio ambiente deixa de ser apenas uma questão de cumprimento de regras e passa a ter peso crescente na gestão econômica da fazenda.







