Inmet prevê temporais entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com risco de granizo, ventos fortes e elevados acumulados de chuva até segunda-feira
O Sul do Brasil encerra agosto sob forte instabilidade, com previsão de tempestades, queda de granizo, ventos fortes e acumulados elevados de chuva em áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os maiores riscos se concentram em Santa Catarina, no norte do Rio Grande do Sul e em áreas do oeste, centro e leste do Paraná. Em alguns pontos, a chuva acumulada entre sábado (29) e segunda-feira (31) pode superar 150 milímetros.
Para o agronegócio, a condição exige atenção porque os temporais podem interromper atividades no campo, atrasar operações, provocar acamamento ou danos em lavouras, afetar estruturas das propriedades e gerar alagamentos em áreas mais vulneráveis.
Granizo e temporais avançam pelo Sul
O Inmet informa que a instabilidade permanece elevada durante todo o fim de semana.
No sábado, havia possibilidade de granizo entre o sul do Paraná, Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul. No domingo, o risco avançaria por áreas do oeste e sul do Paraná, centro-oeste catarinense e norte e noroeste gaúcho.
A situação deve se intensificar na segunda-feira (31), quando a previsão indica temporais no sul do Paraná, em todo o território de Santa Catarina e no centro-norte do Rio Grande do Sul, incluindo Porto Alegre.
O Inmet mantém aviso laranja de perigo para tempestades em áreas dos três estados. O alerta envolve possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e queda de granizo.
Chuva pode superar 150 milímetros
Outro ponto de atenção está nos volumes acumulados.
O mapa divulgado pelo Inmet indica áreas onde a precipitação entre sábado e segunda-feira pode ultrapassar 150 milímetros.
Volumes elevados em curto período aumentam o risco de encharcamento do solo, alagamentos, erosão e dificuldade para entrada de máquinas em lavouras.
Para produtores em fase de colheita ou preparação de áreas, a sequência de dias instáveis também pode reduzir a janela de trabalho e comprometer operações que dependem de solo mais seco.
Ciclone extratropical ainda depende da evolução do sistema
A instabilidade está associada à atuação de áreas de baixa pressão e de uma frente fria sobre a Região Sul.
Existe possibilidade de aprofundamento do sistema e organização de uma circulação ciclônica entre o Sul do Brasil, o Uruguai, a Argentina e o Oceano Atlântico.
A eventual formação, posição e intensidade de um ciclone extratropical dependem, porém, da evolução das condições atmosféricas e das atualizações dos modelos meteorológicos.
Por isso, o principal alerta para o produtor não deve depender da confirmação de um ciclone.
Tempestades, granizo, chuva intensa e rajadas de vento já representam risco suficiente para provocar danos nas propriedades.
Marinha mantém avisos para áreas oceânicas
O Centro de Hidrografia da Marinha também mantém avisos de mau tempo para áreas do Atlântico Sul.
Entre os alertas vigentes estão previsões de vento forte e muito forte em áreas oceânicas próximas ao Sul e ao Sudeste do país. Um dos avisos indica vento de força 7, com rajadas de força 8, em área oceânica a partir da noite deste domingo.
A Marinha também monitora frentes frias e sistemas de baixa pressão no Atlântico Sul.
Sudeste também pode ter mudança no tempo
No Sudeste, a previsão até segunda-feira indica aumento de nebulosidade em São Paulo e possibilidade de chuva isolada em áreas do oeste, centro e sul do estado.
As temperaturas, porém, permanecem elevadas. Segundo o Inmet, a máxima pode chegar a 36 °C na capital paulista na segunda-feira.
Uma mudança mais ampla de temperatura dependerá do avanço da frente fria nos dias seguintes.
Produtor deve acompanhar os avisos oficiais
Para quem está no campo, a recomendação é acompanhar as atualizações dos órgãos oficiais durante todo o período de instabilidade.
As principais medidas de prevenção incluem evitar operações de campo durante tempestades, proteger animais, verificar telhados, galpões e outras estruturas, retirar máquinas de áreas sujeitas a alagamentos e redobrar a atenção com redes elétricas e árvores próximas às instalações.
O alerta também vale para atividades de pulverização e aplicações que dependem de condições específicas de vento e chuva.
O cenário pode mudar rapidamente, por isso avisos meteorológicos atualizados devem orientar as decisões nas propriedades.
O risco para o agro não começa apenas com a confirmação de um ciclone. Granizo, volumes elevados de chuva e rajadas fortes já podem causar prejuízos importantes, mesmo em eventos localizados.







