segunda-feira, 31 de agosto de 2026
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Política

Agro entra na agenda dos presidenciáveis com Expointer, produtores e debate sobre 6×1

Candidatos à Presidência passam por regiões produtoras e pela Expointer enquanto Congresso retoma discussão sobre jornada de trabalho.

Agro entra na agenda dos presidenciáveis com Expointer, produtores e debate sobre 6×1
Divulgação

Semana reúne compromissos de candidatos em regiões produtoras e na Expointer, enquanto Congresso retoma discussão sobre redução da jornada de trabalho, tema que também repercute entre os presidenciáveis

O agronegócio ganha espaço na agenda da campanha presidencial nesta primeira semana de setembro, com candidatos passando por regiões produtoras, entidades empresariais e pela Expointer, no Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, uma pauta que interessa diretamente às empresas do setor volta ao Congresso: a discussão sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho.

A Expointer já começou a receber presidenciáveis. Romeu Zema (Novo) visitou a feira neste domingo (30), quando se reuniu com lideranças do setor e falou sobre Seguro Rural, juros e condições para o produtor.

Flávio Bolsonaro (PL) também tem uma sequência de compromissos voltados ao agro. A programação divulgada prevê passagem por Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, com encontros com produtores e lideranças indígenas Haliti-Paresi, além de visita à Expointer na quarta-feira (2).

Ronaldo Caiado (PSD) também tem uma pré-agenda no Rio Grande do Sul para o dia 5. Nesta segunda-feira (31), o candidato participa de reuniões com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Augusto Cury (Avante), por sua vez, começa a semana no Sul. A agenda desta segunda inclui reunião com representantes do Sebrae Paraná e, depois, encontro com membros da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), além de compromissos com apoiadores, empresários e lideranças setoriais em Florianópolis.

Renan Santos (Missão) concentra a segunda-feira em sabatinas com veículos de comunicação em São Paulo, enquanto Zema, depois da passagem pela Expointer, segue para compromissos de campanha no Paraná.

As agendas podem sofrer alterações ao longo da semana e nem todos os candidatos haviam divulgado a programação completa até esta segunda-feira.

Expointer vira ponto de encontro da campanha com o agro

A movimentação em torno da Expointer não é casual.

A feira, realizada em Esteio, reúne produtores, cooperativas, agroindústrias, entidades representativas e empresas de diferentes segmentos da agropecuária e se transforma, em ano eleitoral, em uma vitrine importante para candidatos apresentarem posições sobre o setor.

Zema aproveitou sua passagem pelo evento para defender mudanças no Seguro Rural e criticar o nível dos juros no país.

Flávio chega à feira na quarta-feira, depois de compromissos com produtores em Mato Grosso e de participar do esforço concentrado do Senado em Brasília.

Caiado também poderá passar pelo Rio Grande do Sul no fim da semana.

Além das agendas de campanha, a Expointer concentra debates técnicos sobre temas que estão diretamente relacionados às propostas dos presidenciáveis para o agro, como infraestrutura, fertilizantes, transição para uma agroindústria de baixo carbono e futuro da produção.

Escala 6×1 também entra na campanha

Outro tema que deve atravessar a semana dos candidatos é a jornada de trabalho.

O Congresso volta a discutir propostas relacionadas ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada semanal, assunto que já entrou diretamente na campanha presidencial.

Lula defende a mudança para um modelo 5×2 e a redução da jornada semanal.

Romeu Zema tem criticado a proposta e argumentado que mudanças na jornada precisam estar relacionadas ao aumento da produtividade.

Ronaldo Caiado também criticou anteriormente o caráter eleitoral da discussão, mas posteriormente declarou ser favorável à substituição da escala 6×1 pelo modelo 5×2, defendendo que sejam considerados tanto trabalhadores quanto empregadores.

Flávio Bolsonaro e aliados têm discutido uma alternativa com maior espaço para negociação entre empregados e empregadores.

Para o agronegócio, o tema merece atenção porque uma eventual mudança não atingiria apenas comércio e serviços urbanos. Frigoríficos, agroindústrias, cooperativas, armazenagem, transporte e diferentes operações ligadas à produção trabalham com escalas e jornadas adaptadas à continuidade das atividades.

Com a escassez de mão de obra já aparecendo entre as preocupações do setor, qualquer alteração nas regras trabalhistas tende a entrar também na discussão sobre custos e organização da produção.

A primeira semana de setembro, portanto, coloca o agro em dois espaços importantes da campanha: nas agendas presenciais dos candidatos e dentro do Congresso.

Enquanto a Expointer e as regiões produtoras viram palco para aproximação com o setor, Brasília discute uma mudança trabalhista com potencial de alcançar diferentes elos das cadeias agropecuárias.

O Política e Agro acompanha ao longo da semana as agendas dos presidenciáveis e as propostas que podem afetar diretamente quem produz.

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